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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ser Espírita


" Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 § 5
Se consultarmos o dicionário ele nos indicará tratar-se de pessoa vinculada ao Espiritismo. Se perguntarmos a quem não é espírita, uns ironizam (dizendo por exemplo que os espíritas "mexem" com os mortos), outros temem, outros permanecem indiferentes. Se indagarmos aos próprios espíritas, uns dirão que é ir ao Centro, tomar passe, ouvir ou fazer palestras, ler livros. Outros dirão que é fazer caridade. As respostas serão várias, mas todas incompletas. O melhor então é buscarmos nos livros da própria Codificação, a partir de O Livro dos Espíritos.
Em O Livro dos Espíritos, na conclusão (item VII), o Codificador apresenta uma classificação dos adeptos:
  • Os que acreditam; 
  • Os que acreditam e admiram a moral espírita; e 
  • Os que crêem, admiram e praticam. Segundo Kardec, esses últimos são os verdadeiros espíritas, ou os espíritas cristãos.
No livro O Céu e o Inferno, que apresenta coletânea de inúmeras comunicações de espíritos nas mais diversas condições, há uma manifestação interessante de espírito que se encontra classificado como Espírito feliz, fruto de uma conduta digna quando na Terra. Trata-se do espírito identificado pelo nome de Jean Reynaud. Indagado se na vida física ele professava o Espiritismo, respondeu: "Há uma grande diferença entre professar e praticar. Muita gente professa uma Doutrina, mas não pratica. Pois bem, eu praticava e não professava."
Professar significa reconhecer publicamente, declarar-se adepto, dizer de si mesmo, fazer propaganda da idéia. Pois bem, aí está a chave da questão. A situação de felicidade do Espírito devia-se à vivência dos princípios do Espiritismo, mesmo sem conhecê-lo.
Breve consulta ao capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo no item O Homem de Bem e Os bons espíritas, faz compreender que as características coincidem com os preceitos morais que justificam a denominação de espíritas cristãos, conforme definição do próprio Codificador, pois aí surge a figura do espírita praticante. 
A questão pode ser fechada com trecho do Espírito Simeão, constante do capítulo X - do mesmo livro citado no parágrafo anterior -, item 14. No último parágrafo, diz o Espírito: "(...) Se vós vos dizeis espíritas, sede-o pois; olvidai o mal que se vos pôde fazer e não penseis senão uma coisa: o bem que podeis realizar. (...)".
Ora, o trecho transcrito bem indica o programa de vivência espírita. Para colocá-lo em prática, há que se esforçar para vencer as más tendências e ainda ocupar-se de fazer o bem. Eis o que é verdadeiramente ser espírita: a adoção dos preceitos morais como diretrizes da própria conduta ou o esforço para a eles se adaptar. O ser espírita é mais uma questão de foro íntimo, que de aparências externas.
Segunda Alan Kardec, define-se o verdadeiro espírtita pela citação: " Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 § 5
Na prática o espírita deveria ssim proceder:
Quando tudo parece conspirar contra a felicidade almejada, o espírita será sempre aquele que erguerá os olhos para a face risonha da Vida que o antoja, superando o momento aziago com alegria, confiança em Deus, serenidade, bondade e amor...
O Espírita-Cristão, não carece ser na sociedade em que vive, um ser exótico, diferente dos demais, senão na consciência reta e pulcra no fiel comprimento dos deveres que lhe são próprios.
A Divina Sabedoria que rege nossos destinos, é perfeita em todos os sentidos e observando nossa condição de Espíritos Eternos, acalenta-nos em seu Amor Infinito e incondicional, preceituando para cada um de nós: saúde e não doença, conciliação e não discórdia, paz e não desequilíbrio, tolerância e não intransigência, alegria e não tristeza, esperança e não desânimo, perdão e não ressentimento, êxito e não fracasso, coragem e não fraqueza, fé e não medo destrutivo, disciplina e não desordem, progresso e não atraso.
A Doutrina de Jesus, se resume toda no amor e nos ensina a caridade, a justiça, a humildade, a paciência, a abnegação, o perdão e a resignação dinâmica que sabe agir no momento certo, jamais se amolentando na indiferença ou no desânimo...
O perdão oferecido pelo verdadeiro espírita, é aquele que brota das mais profundas anfractuosidades do coração e faz olvidar por completo as ofensas recebidas.
Os Espíritos amigos exoram:
"Pregai, exemplificando, a Caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou, substituindo a cólera que conspurca pelo amor que edifica; sede probos, leais e conscienciosos, fazendo sempre aos outros o que quereis que vos façam; amai sem escravizar-vos e sem escravizar".
Espiritismo!... Que além de ser Ciência, Filosofia e Religião, é também poesia!...
"Felizes dos que te conhecem e tiram proveito de seus ensinos!..."
Alguns espíritas se preocupam muito em “Ser Espírita” e se esquecem do principal: o trabalho, o amor, a caridade.
Muito mais importante que ser espírita é ser caridoso. E tem muita gente por aí que não é espírita e é mais caridoso do que aqueles que discutem se são ou não espíritas.
Alguns espíritas se cobram muito e fazem pouco, quando deviam fazer muito, assim não lhes restaria tempo para ficarem se cobrando, já que estão servindo.
Como disse Gandhi: “Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida.”
Assim deveriam ser os espíritas, calados e praticantes, reconhecidos pelas obras e não por sua religião, que sinceramente para Deus não importa qual seja.
Acho que quando ele compreender isso, o espiritismo vai realmente romper fronteiras, mas as fronteiras do coração, não a das religiões.
O espírita se cobra porque é cobrado, e é cobrado porque não faz muitas vezes o que deveria fazer, embora saiba o que deva ser feito.
Quando ele for trabalho, amor e caridade, e não vai ser cobrado e vai ser reconhecido como espírita, aí sim ele vai poder dizer a si mesmo e a mais ninguém :
Sejamos pois espíritas nas vinhas de Deus, onde o trabalho urge e é tão necessário.
Fiquem com Deus.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Poder da Doçura


O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. 
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. 
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes. 
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo. 
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913: 
Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir. 

* * *

Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas. 
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante.
Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo. 
E conseguem modificar muitas coisas. Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.
Antes dela e depois dela tem se falado em altos brados sobre miséria, fome e enfermidades que tomam comunidades inteiras. 
Ela observou a miséria, a morte e a fome rondando os seus irmãos, na Índia. Tomou uma decisão. Agiu. Começou sozinha, amparando nos braços um desconhecido que estava à beira da morte nas ruas de Calcutá. 
Fundou uma obra que se espalhou, com suas Casas de Caridade, por todas as nações. 
Teve a coragem de se dirigir a governantes e homens públicos para falar de reverência à vida, de amor, de ação.
Não gritou, não esbravejou. Cantou a música do amor, pedindo pão e afeto aos pobres mais pobres. 
Deixou o mundo físico mas conseguiu insculpir as linhas mestras do seu ideal em centenas de corações.
Como a água mansa, ela cantou nos corações e os conquistou, amoldando-os para a dedicação ao seu semelhante.
* * *

Há muito amor em sua estrada que, por enquanto, você não consegue valorizar...
Busque se aplicar no dom de ver e, vendo a ação da presença do Criador, que é amor, na expressão mais alta, como conceituou o Apóstolo João, faça de sua passagem pelo mundo um dia feliz. 
Se você espera ser útil e desaprova a paralisia do coração, procure amar, porque todos os mistérios da vida e da morte se encontram no amor... pois o amor é Deus!

 Redação do Momento Espírita, com pensamento finais do cap. 22 do livro Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.



Em 26.04.2011.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Luz Divina

Luz Divina,
aquece os corações frios de amor.
Luz de paz,
aquece aqueles que vivem em guerra,
consigo e com todos.

Luz da vida,
aquece a alma que dorme na ignorância.
No desamor, e na indeiferença.

Luz de todos,
Luz da luzes.
Brilha como o nono Sol,
que aquecerá a nova humanidade.

Angélica.

Psicografia recebeido em 10 de maio de 2011, em reunião mediunica no Núcleo Espírita Lar Maria de Nazaré pela medium Celeste

Navio Negreiro

Esse navio que parte,
levando negros fugidos.
Entrando na escuridão,
de um grande precipício.

São navios negreiros !
Quando de longe avistei,
carregando grandes almas.
Que se perdem,
em um grande, e pequeno momento.

Talvez levam desilusões,
humilhações.
Mas sabiam que no seu coração,
carregavam um grande Deus.

Luz Sempre.

Psicografia recebeido em 10 de maio de 2011, em reunião mediunica no Núcleo Espírita Lar Maria de Nazaré pela medium Eliane.


terça-feira, 10 de maio de 2011

O Timoneiro


A quem atendemos
No caminho que seguimos
Na vida que escolhemos?
Aos impulsos da vida biológica?
As carências forjadas na infância?

Quem é nosso guia
Nesta vida que nós temos?
A cultura que nos deram
O conhecimento que buscamos
Os valores que herdamos?

Procuro me encontrar
E responder essa questão
Mas a resposta não vem
Ao meu carente coração
Assim, prefiro acreditar
Que acima de tudo, tenho
Guiando meu pobre eu
As benditas mãos de Deus

Raimundo (00:05 horas de 09/05/2011

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os dias graves do Senhor.

Estes são os dias, os dias graves do Senhor! 
É necessário que as criaturas humanas abramo-nos ao Evangelho restaurado e nos permitamos ser instrumentos do Condutor de Vidas, para que possamos aplainar os caminhos que a Sua Misericórdia vem percorrer. 
Espíritas! 
Assumistes um compromisso antes do berço. Firmastes no Além um documento de responsabilidade para proclamar o Reino de Deus na Terra, no momento das grandes aflições. 
Pedistes o testemunho e o sofrimento para respaldarem a qualidade da vossa tarefa. 
Não recalcitreis, pois, ante o espinho do testemunho. 
Permanecei solidários para que não experimenteis solidão. 
Cantai um hino de louvor e de bem-aventuranças, para que as vossas não sejam as lágrimas do remorso, ao contrário, sejam as da gratidão. 
Não postergueis o momento da renovação interior. 
Se colheis, por enquanto, os cardos e se sorveis a taça da amargura que preparastes antes, semeai paz, alegria e amor para a colheita do futuro. 
O Espiritismo é Jesus voltando de braços abertos e trazendo no Seu séquito os corações afetuosos que vos anteciparam na viagem de volta ao Grande Lar, e que, numa canção de júbilo, agradecem a Deus a honra de participarem da Era Nova do Espírito imortal. 
Tornai-vos sábios na simplicidade, na cordura, na gentileza e ricos na compaixão. 
O amor cobre a multidão dos pecados e a compaixão coroa o amor de ternura. 
Começando por agora, aqui, o trabalho de lapidação do caráter para melhor, conseguireis, como estamos tentando conseguir, a palma da vitória. 
Nada que vos atemorize. Que mal podem fazer aqueles que caluniam, que mentem, que perseguem, se tudo quanto fizerem perde o seu sentido no túmulo? 
Jornaleiros da Imortalidade, avançai cantando Jesus para os ouvidos moucos do mundo, e apresentando-O para os que se ocultaram nas furnas da loucura, das sensações e do despautério. 
Hoje é o momento sublime de construir e, em breve, o momento de ser feliz. 
Muita paz, meus filhos. Com todo carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre, 


Bezerra 



Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da Conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 26 de agosto de 2010.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sim. Eles Vivem.

O sábio instrutor Emmanuel escreveu brilhante página para falar sobre a imortalidade da alma, muito própria para endereçar aos corações que se sentem despedaçados pela partida do ente amado no fenômeno natural, ainda que acidental, da morte biológica. A mensagem intitula-se Eles Vivem!


Reflitamos sobre o precioso texto:

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles Não Morreram. Estão Vivos. 
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus. Eles sabem igualmente quanto dói a separação. 
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder as interpelações que articulaste no auge da amargura. 
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor. Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque... 
Pensa neles com a saudade convertida em oração. As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamente, despertando-os para visões mais altas da vida. 
Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias. 
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. 
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material... 
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar. 

A preciosa página indica: a fé racional vence a morte. Não há morte. Todos vivem. Os laços de afeto nunca se partem. Estamos sempre unidos pelo afeto que nos aproxima, ainda que temporariamente separados pela chamada morte.



Artigo de: Orson Peter Carra que é Escritor e orador espírita. Constultor Editorial residente em Matão/SP
 

domingo, 31 de outubro de 2010

Somos de Deus!


Mais um dia chegava ao fim... Ao menos assim ela supunha, já que os sons da cidade iam adormecendo, enquanto uma brisa fria ganhava terreno por entre as casas. 
 
Difícil contar a passagem do tempo. Era cega de nascença, nada conhecia além de longa noite. 
 
Vergada sob o peso das dores do desconsolo, encolhera-se num canto, as pernas mirradas dobradas sobre o tronco envolto em trapos. 
 
A escrava Tínea - o pequeno verme - estava ali, naquele desvão do muro da cidade, junto à porta da fonte menor há vários dias. 
 
Quantos? Talvez quatro, talvez cinco, não sabia ao certo. 
 
Sedenta e faminta, esperava o retorno de seu senhor Máratus Flavinius, o único que lhe servia de luz na escuridão de sua vida triste e difícil. 
 
A jovenzinha, que mal completara 12 anos, vítima de terrível doença, só escapara da morte porque sabia cantar e seu canto sustentava os vícios de seu senhor. 
 
Ele ainda não voltara daquela noite em que, embriagado, demandara a taverna em busca de mais vinho... Um pensamento a assustava: Máratus estava morto. 
 
Só morto deixaria de explorá-la. 
 
Criando forças e coragem ergueu-se com dificuldade, apoiando-se ao cajado tosco, experimentando uma estranha sensação de liberdade. 
 
Tateando, rente ao muro, guiando-se pelos sons da noite, foi indo, tropeçando, caindo, erguendo-se, esbarrando... 
 
Na última queda, não muito longe de onde estava, extenuada mas feliz, adormeceu, fazendo planos de continuar seguindo sempre em frente. 
 
Estava livre. Não cantaria nunca mais no mercado público, forçada pelo seu senhor. 
 
Muitas horas depois, foi desperta pelo trançar de vozes no ar que lhe dizia de uma multidão ao seu redor. 
 
Vozes jovens, vozes velhas, vozes roucas e graves, vozes altas e estridentes, vozes lamentosas e sarcásticas, vozes em grego, meda, parta... 
 
Vozes e mais vozes. Uma daquelas vozes, repentinamente, ergueu-a no ar. 
 
Era Janus, um velho escravo liberto, que muitas vezes a ouvira cantar. Ele tomou-a como fardo leve, levando-a em direção - dizia ele - de um concerto de inigualável beleza. 
 
Janus foi tão carinhoso, e as vozes na multidão tão vibrantes de confiança, que Tínea deixou-se ir, sem murmurar. 
 
Repentinamente, todos se calaram... E o silêncio foi tão eloqüente que se podia ouvir a voz da natureza. Então, por entre o farfalhar das ramas, uma voz em arameu foi ganhando corpo, sonoramente... 
 
Bem-aventurados... Bem-aventurados... Dizia a voz doce ao sopro da brisa... 
 
Tínea pensava... Pensava... Nunca havia ouvido nada assim... 
 
Bem-aventurados... Bem-aventurados... Sussurrava a voz aos seus ouvidos... Bem-aventurados todos os mansos, os pacíficos, os perseguidos, os tristes e os abandonados... 
 
Muitos O chamavam... Rabi... Rabi... 
 
Tínea pensava... Pensava... Aquela voz era tão doce e tão suave, como os primeiros raios de sol das manhãs... 
 
Aos poucos, ela foi compreendendo que a voz falava também para ela. O que tinha feito de bom até então? 
 
Era muito jovem, cega, deformada, vivia na escravidão de um corpo doente da ganância de quem a subjugava. Acomodara-se a essas situações e se deixara levar. 
 
Mas agora era livre, até para cantar novos cantos, enriquecidos com aqueles ensinos do momento. 
 
Sim, ela queria cantar aquelas palavras de luz... E o faria. 
 
Tínea sorriu, abraçando-se ao velhinho que, como ela, também sorria e chorava. Quem os visse assim, emocionados, não entenderia. 
 
Mas Jesus entendia. E do alto do monte Ele também sorria... * * * 
 
Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. 
 
Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles é que chegamos a compreender que somos de Deus.
 
ESPECIAL:



Nosso Lar

de R$ 25,00
por R$ 22,00

Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Transmigração Progressiva

O espiritismo nos esclarece que a nossa evolução é um processo constante, tende ao infinito enquanto seres que nascem simples e ignorantes e buscam a perfeição da luz. Não seríamos espíritas de verdade se achássemos que já nascemos "perfeitos" e que, por uma ação direta de Deus, nos transformaremos em anjos da noite para o dia. Todos nós, sem exceção, estamos sujeitos à lei do progresso. Ninguém é privilegiado nas leis de Deus. Assim, não existem os espíritos criados superiores aos demais. Todos nós somos criados simples e ignorantes, galgando degrau por degrau de nossa escalada evolutiva de acordo com nossas obras, através das reencarnações, conforme nos antecipou Jesus: "A cada um segundo suas obras". Não somos, pois, criados perfeitos, mas sim perfectíveis, ou seja, com toda as possibilidades de alcançarmos a perfeição por nossos próprios esforços, o que justifica a nossa vida física. No princípio de nossa existência, somos espíritos imaturos, assim como a criança o é na infância, agindo mais por um instinto natural e só pouco a pouco tendo a inteligência desenvolvida, assumindo consciência das coisas, pelo contato com as experiências que provocam a evolução. Por isso a reencarnação é uma justiça. Kardec nos aconselha mesmo a comparar a vida espiritual com a vida material, para nosso melhor entendimento. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade... Diz-nos ele, porém, que a vida espiritual não tem decrepitude e nem retrocesso como a material. O espírito avança sempre, ainda que devagar, de forma definitiva para o progresso integral. Tal resultado nós só alcançamos ao longo das existências, pois este é o caminho natural das existências. Como nos lembra Herculano Pires: "o espírito avança de reencarnação em reencarnação em busca da sabedoria". E a natureza não dá saltos. Por isso é impossível que alcancemos o progresso efetivo em apenas uma reencarnação, mesmo que façamos tudo muito certo, porque, segundo os espíritos, existem qualidades que precisamos conquistar que nem sequer somos capazes de compreender... A praticidade de tais ensinos está também no fato de que podemos nos prevenir de existências dolorosas, de provações difíceis, desde que invistamos no nosso progresso espiritual, fazendo o que Jesus nos aconselhou a fazer. Eis que o Mestre não veio nos ensinar mais uma religião: veio nos trazer uma conduta de vida, um código capaz de, se seguido, nos conduzir à evolução integral e, conseqüentemente, à felicidade. Temos a tendência de pensar que os selvagens estão em sua primeira reencarnação ou em seu estado de infância. Os espíritos nos ensinam que isso nem sempre é verdade, visto que eles já demonstram paixões, o que curiosamente já significa desenvolvimento, embora não signifique progresso. E nos esclarecem: as paixões "são sinal de atividade e consciência própria, enquanto na alma primitiva a inteligência e a vida estão em estado de germes." Dessa maneira, percebemos que o espiritismo, que é o cristianismo trazido de volta em sua pureza originária, nos desperta a consciência, amadurece-nos, permitindo-nos deixar de viver por viver, para passar a existir consciencialmente. "Somos artífices do nosso futuro", alerta-nos Kardec. Passamos, então, a pensar em nossos atos, melhorando-nos a cada dia para que a nossa reencarnação seja produtiva no campo do bem, impulsionando-nos ao progresso. Sabendo que, como espíritos não retrocedemos, nós ficamos estimulados a essa melhoria íntima, pois todo o nosso esforço é computado na contabilidade espiritual, todas as nossas dores também, assim como ampliamos nossas perspectivas de aprendizado e aprimoramento. Somos espíritos, meus queridos amigos! Espíritos vestindo corpos físicos que nos são condizentes com as necessidades evolutivas. Que bem o saibamos usar. Que bem saibamos aproveitar o tempo e a oportunidade da vida física, para que sejamos cada vez mais felizes e consigamos vivenciar a paz que o Cristo nos trouxe e nos deu! Independentemente das reencarnações voluntárias ou não, o nosso único corpo eterno permanece íntegro e perfeito, apesar das diferentes apresentações (desdobramentos) neste mundo aparente tridimensional. Por isso todos nós somos um e o mesmo na essência, independente da aparência. Na verdade, esta única origem espiritual e eterna em forma de corpo imortal, se desdobra em infinitas pessoas. É preciso descobrir nossa verdadeira identidade espiritual, o Ser (Eu Sou).

sábado, 12 de junho de 2010

Quem Somos Nós! NÚCLEO ESPÍRITA LAR MARIA DE NAZARÉ

Núcleo Espírita Lar Maria de Nazaré.


Como nasceu o Núcleo Espírita Lar Maria de Nazaré

Em uma pequena sala na casa do Sr. Antônio Pereira, na rua Joana da Conceição, 141, no bairro de Mangabeira, no terceiro sábado do mês de janeiro do ano  de 1999, as 20:00 horas, sete pessoas espíritas reuniram-se para estudar o Evangelho.
Após o estudo, o grupo decidiu todos os sábados estar presente para dar continuidade aos estudos evangélicos.
Passados alguns meses, o grupo tomou a decisão de fundar o Núcleo Espírita e no dia 22 de maio de 1999, uma segunda–feira, nasceu o Núcleo Espírita Lar Maria de Nazaré, exercendo suas atividades nesta sala.
Depois de oito anos, conseguimos um terreno por concessão, junto a prefeitura da capital, localizado na rua Agente Fiscal Ulríco José de Magalhães, na Cidade Verde em Mangabeira, onde estamos instalados há três anos.
A caminhada que enfrentamos para chegar aonde chegamos, foi cheia de dificuldades, superadas com fé e esperança, porque acreditamos que Jesus sempre está do nosso lado.
Venha também se juntar ao nosso trabalho de evangelização e caridade baseados nos ensinamento no Mestre maior Jesus Cristo.

O Mestre e sua Luz Infinita


Veja aqui todas as nossas atividades. Venha participar e se juntar a este banquete de fé, amor, dedicação e caridade a sí próprio e ao próximo.

REUNIÕES DO NÚCLEO ESPÍRITA LAR MARIA DE NAZARÉ
      DIA
      HORA
 CARÁTER
                               TIPO
Terça-feira
19:30 as20:30
Pública
Palestra as mães e ao público em geral. Paralelamente evangelização infantil. Aplicação de Passes.
Quarta-feira
20:00 as21:00
Pública
ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Sexta-feira
20:00 as21:00
Pública
Palestras voltada para o público em geral
Sábado
14:30 as15:00
Pública
Estudo da mediunidade
Sábado
15:00 as16:00
Restrita
Prática da mediunidade

Você também pode colaborar com a nossa instituição fazendo a sua doação.

Agência  3501-7
Conta:  10.764-6

Nossos Telefones são os seguintes  (83) 8867-3942 e (83) 3238-2064.