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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Obsessão espiritual

A obsessão espiritual é tema recorrente na literatura espírita, assunto dos mais palpitantes, importantes e desvirtuados. Uma pesquisa pela web revelará inúmeras facetas do processo obsessivo, seja pelo olhar da doutrina espírita kardecista, seja por outras vertentes espiritualistas, desde a origem, os graus de influenciação dos espíritos desencarnados e encarnados, a cura pela reforma íntima, as atividades de desobsessão dos centros espíritas, as leis de atração e repulsão espiritual, de causa e efeito, a questão da sintonia vibratória, a reunião doutrinária, o passe e a água fluidificada. 
Preciso escrever sobre o assunto de uma forma pouco ortodoxa, menos técnica, abordando de uma forma coloquial o que grande parte da humanidade hoje ignora por completo. Algumas premissas: 
Os últimos censos do plano espiritual nos chegaram pela psicografia de Chico Xavier. Em 1952 a população mundial girava em torno de dois bilhões de encarnados. Segundo Emmanuel a população desencarnada ligada ao orbe terrestre era de 20 bilhões, portanto uma proporção de um encarnado para10 desencarnados. Em 1964, André Luiz nos deu outros números: três bilhões de encarnados para 21 bilhões de desencarnados, uma proporção de um encarnado para sete desencarnados. O último censo mundial foi em 2006, dando conta de 6,5 bilhões de encarnados. Mantido o mesmo número de desencarnados de 1964 (particularmente tenho certeza de que o número está acima dos 21 bilhões) estaríamos hoje com algo em torno de um encarnado para três desencarnados. 
Os espíritos da codificação nos revelaram: Que o espírito pode moralmente estacionar, mas jamais retroceder e nenhum espírito será eternamente mau. Isso não significa, entretanto, que não haja o mal. Há tiranos sob formas perispirituais demoníacas, como nosso imaginário construiu ao longo da história, estacionados há milênios. Da mesma forma que os mais sublimes arcanjos, nosso mestre Jesus e tantos espíritos de luz foram criados ignorantes e evoluíram pelo acerto de suas escolhas, as falanges luciferianas estão repletas de seres também como eles, só que fizeram escolhas infelizes. Não duvide, muito provavelmente já fizemos parte desse bando, se é que ainda não fazemos. Outro ponto importante: a morte não santifica ninguém. Quem é mau, continua mau e volta a se associar ao mal no plano espiritual. Se associar é modo de dizer, é praticamente arrastado para a turma. E, logicamente, o mal está muito bem organizado. Dragões, magos negros e seus asseclas constituem hierarquia militar sólida voltada para a destruição da harmonia, da paz e do amor. E não pense que são burros, há intelectuais, gênios e muita tecnologia de ponta nos laboratórios satânicos dos planos inferiores. 
Some 1+2 e concluirá que os processos obsessivos são muito mais comuns que o nosso vão ceticismo concebe. Claro que não podemos botar a culpa de tudo que dá errado na nossa vida nos espíritos obsessores. Até porque o próprio processo obsessivo é questão de sintonia, semelhante atraindo semelhante. Também não nos esqueçamos dos processos de vingança, arrastando-se por vidas sucessivas, sendo difícil saber quem é de fato vítima de quem. 
Processo obsessivo não é só ligação mental. O negócio hoje está sofisticado. Aparelhos literalmente de outro mundo são instalados no nosso duplo etérico, nos campos de força, órgãos perispirituais, e onde mais puder imaginar, gerando doenças, transtornos psíquicos graves, controle obsessivo à distância. Nos ambientes, nos objetos de uso pessoal, estão todos ali também. Mediunidade não é talento, dom ou merecimento. Todos têm, em menor ou maior grau. Sendo uma antena para o intercâmbio entre os planos, o médium precisa aprender a lidar com essa faculdade, se instruir, educá-la e utilizá-la a serviço do bem e da humanidade, jamais em benefício próprio. Como uma esponja, o médium em desequilíbrio acaba tendo mais facilidade de atrair e reter certas energias de teor vibratório muito baixo, além do que as próprias falanges do mal procuram prejudicar tais faculdades a todo instante, principalmente quando o médium busca ser verdadeiro instrumento de auxílio. Eis aí a importância do “Vigiai e Orai” de Jesus Cristo. 
Estamos em um período de transição; vai me dizer que não reparou ainda, não está sentindo uma inquietação acima do normal? Se muitos espíritos de luz voltaram e voltarão para nos auxiliar, muitos mais vieram em derradeira oportunidade de permanecer vinculado à Terra. Os noticiários são a prova do fracasso da imensa maioria.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sim. Eles Vivem.

O sábio instrutor Emmanuel escreveu brilhante página para falar sobre a imortalidade da alma, muito própria para endereçar aos corações que se sentem despedaçados pela partida do ente amado no fenômeno natural, ainda que acidental, da morte biológica. A mensagem intitula-se Eles Vivem!


Reflitamos sobre o precioso texto:

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles Não Morreram. Estão Vivos. 
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus. Eles sabem igualmente quanto dói a separação. 
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder as interpelações que articulaste no auge da amargura. 
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor. Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque... 
Pensa neles com a saudade convertida em oração. As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamente, despertando-os para visões mais altas da vida. 
Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias. 
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. 
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material... 
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar. 

A preciosa página indica: a fé racional vence a morte. Não há morte. Todos vivem. Os laços de afeto nunca se partem. Estamos sempre unidos pelo afeto que nos aproxima, ainda que temporariamente separados pela chamada morte.



Artigo de: Orson Peter Carra que é Escritor e orador espírita. Constultor Editorial residente em Matão/SP
 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pense um Pouco.



“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 25.)
   É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
  Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
  Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
  A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
  Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
  O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
  Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Texto Extraído do Livro Pão NOSSO, de Chico Xavier pelo espírito EMMANUEL.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ante o Objetivo









"Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição." - Paulo.(FILIPENSES, 3 :11.)

      Alcançaremos o alvo que mantemos em mira:

      O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte.

      O malfeitor comumente ocupa largo tempo, planificando a ação perturbadora, e comete o delito.

      O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre.

      A mulher desprevenida, que concentra as idéias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes.

      E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.

      O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz.

      O delinqüente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome.

      O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.

      A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser
feliz.

      Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?

      O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição.

      Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo, através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.

      Se desejas, por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.





Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL