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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Amor

O Espírito imortal

Em sua jornada infinita 
Cai preso como uma fera 
Nos limites da matéria 

Seu estágio transitório 
Entre quatro paredes 
De um corpo decadente 
Aparenta algo deprimente 

As experiências desgastantes 
Suscita uma vontade enorme 
De sair do que lhe prende 
Libertando seu brilho esfuziante 

Porém, tudo a seu tempo 
Chora, então, no silêncio do seu eu 
Lembrando do ditoso mundo 
Aonde um dia pertenceu 

Pra reencontrar tudo que foi 
A vida feliz que já viveu 
Tem que superar a dor que já sentiu 
Exercitando o amor que não perdeu

Raimundo (23:59 horas de 24/01/2011)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Obsessão espiritual

A obsessão espiritual é tema recorrente na literatura espírita, assunto dos mais palpitantes, importantes e desvirtuados. Uma pesquisa pela web revelará inúmeras facetas do processo obsessivo, seja pelo olhar da doutrina espírita kardecista, seja por outras vertentes espiritualistas, desde a origem, os graus de influenciação dos espíritos desencarnados e encarnados, a cura pela reforma íntima, as atividades de desobsessão dos centros espíritas, as leis de atração e repulsão espiritual, de causa e efeito, a questão da sintonia vibratória, a reunião doutrinária, o passe e a água fluidificada. 
Preciso escrever sobre o assunto de uma forma pouco ortodoxa, menos técnica, abordando de uma forma coloquial o que grande parte da humanidade hoje ignora por completo. Algumas premissas: 
Os últimos censos do plano espiritual nos chegaram pela psicografia de Chico Xavier. Em 1952 a população mundial girava em torno de dois bilhões de encarnados. Segundo Emmanuel a população desencarnada ligada ao orbe terrestre era de 20 bilhões, portanto uma proporção de um encarnado para10 desencarnados. Em 1964, André Luiz nos deu outros números: três bilhões de encarnados para 21 bilhões de desencarnados, uma proporção de um encarnado para sete desencarnados. O último censo mundial foi em 2006, dando conta de 6,5 bilhões de encarnados. Mantido o mesmo número de desencarnados de 1964 (particularmente tenho certeza de que o número está acima dos 21 bilhões) estaríamos hoje com algo em torno de um encarnado para três desencarnados. 
Os espíritos da codificação nos revelaram: Que o espírito pode moralmente estacionar, mas jamais retroceder e nenhum espírito será eternamente mau. Isso não significa, entretanto, que não haja o mal. Há tiranos sob formas perispirituais demoníacas, como nosso imaginário construiu ao longo da história, estacionados há milênios. Da mesma forma que os mais sublimes arcanjos, nosso mestre Jesus e tantos espíritos de luz foram criados ignorantes e evoluíram pelo acerto de suas escolhas, as falanges luciferianas estão repletas de seres também como eles, só que fizeram escolhas infelizes. Não duvide, muito provavelmente já fizemos parte desse bando, se é que ainda não fazemos. Outro ponto importante: a morte não santifica ninguém. Quem é mau, continua mau e volta a se associar ao mal no plano espiritual. Se associar é modo de dizer, é praticamente arrastado para a turma. E, logicamente, o mal está muito bem organizado. Dragões, magos negros e seus asseclas constituem hierarquia militar sólida voltada para a destruição da harmonia, da paz e do amor. E não pense que são burros, há intelectuais, gênios e muita tecnologia de ponta nos laboratórios satânicos dos planos inferiores. 
Some 1+2 e concluirá que os processos obsessivos são muito mais comuns que o nosso vão ceticismo concebe. Claro que não podemos botar a culpa de tudo que dá errado na nossa vida nos espíritos obsessores. Até porque o próprio processo obsessivo é questão de sintonia, semelhante atraindo semelhante. Também não nos esqueçamos dos processos de vingança, arrastando-se por vidas sucessivas, sendo difícil saber quem é de fato vítima de quem. 
Processo obsessivo não é só ligação mental. O negócio hoje está sofisticado. Aparelhos literalmente de outro mundo são instalados no nosso duplo etérico, nos campos de força, órgãos perispirituais, e onde mais puder imaginar, gerando doenças, transtornos psíquicos graves, controle obsessivo à distância. Nos ambientes, nos objetos de uso pessoal, estão todos ali também. Mediunidade não é talento, dom ou merecimento. Todos têm, em menor ou maior grau. Sendo uma antena para o intercâmbio entre os planos, o médium precisa aprender a lidar com essa faculdade, se instruir, educá-la e utilizá-la a serviço do bem e da humanidade, jamais em benefício próprio. Como uma esponja, o médium em desequilíbrio acaba tendo mais facilidade de atrair e reter certas energias de teor vibratório muito baixo, além do que as próprias falanges do mal procuram prejudicar tais faculdades a todo instante, principalmente quando o médium busca ser verdadeiro instrumento de auxílio. Eis aí a importância do “Vigiai e Orai” de Jesus Cristo. 
Estamos em um período de transição; vai me dizer que não reparou ainda, não está sentindo uma inquietação acima do normal? Se muitos espíritos de luz voltaram e voltarão para nos auxiliar, muitos mais vieram em derradeira oportunidade de permanecer vinculado à Terra. Os noticiários são a prova do fracasso da imensa maioria.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pluralidade dos Mundos Habitados.

Quantas vezes olhei
No firmamento as estrelas
Tentando responder
A que não quer calar

A pergunta não dita
Mas que formada está
O pensamento não é vão
Sós nessa Imensidão?

As estrelas brilhando
Um cenário encantador
Atinge minha alma
Sou um sonhador!

Sempre tive a certeza
Como? Não sei explicar
A Terra é mais um planeta
Onde podemos morar

O Universo é imenso
Seus limites não há
Pode ter certeza
Planetas  existem lá

São moradas preparadas
Para o espírito habitar
Em sua jornada infinita
O progresso conquistar

É confortante saber
Lá ,distante, em algum lugar
Mundos ditosos existem
A nos esperar

Mas, por hora, importa saber
Nossa Terra pequenina
Um encanto de menina
Não podemos perder

De expiação e prova
Vai deixar de ser
Tudo está delineado
Será mundo regenerado

Trabalhemos com amor
Nesta Terra de aflição
 Nova vida, novo mundo
Mundo de regeneração

Raimundo (01:11 horas de 12/11/2010)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pense um Pouco.



“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 25.)
   É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
  Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
  Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
  A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
  Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
  O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
  Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Texto Extraído do Livro Pão NOSSO, de Chico Xavier pelo espírito EMMANUEL.