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sábado, 6 de maio de 2017

Oportunidades Perdidas

São tantas oportunidades perdidas que temos visto ocorrer no planeta azul, que me entristece ter que enumerar aqui.
Os homens em sua arrogância, em seu imenso egoísmo e isolamento, se esquece a cada minuto dos ensimanentos do nosso Mestre Salvador, e simplesmente deixa tudo acontecer.
Sabemos dos conselhos preciosos que Ele nos deixou, como orar e vigiar constantemente, como perdoar infinitamente nossos desafetos, como promover o amor através da caridade, do auxílio e da benevolência. De sermos a imagem e semelhança de nosso criador. Mas o homem, ah este homem ainda imerso em tantas trevas, não deixa a luz penetrar.
O que temos visto, nas terras da Pérsia é a devastação e a destruição inequívoca. A divisão começou por lá, nestes tempos mais recentes de vida de nosso planeta. O Iraque, outrora rico e harmônico, berço do florescimento espiritual da região, foia a muito tomado por guerras e destruição, mortes e aniquilações infindáveis. O Irã, se fechou para a luz, se transformando em tenebroso inimigo do progresso. Depois não seria difícil de imaginar que a divisão seria terreno fértil para tantos grupos violentos e destruidores, e hoje, esta semente do mal já se espalha por larga faixa de terra, alcançando entre outros a progressista Síria.
Vejam quantas divisões, na Turquia, o medo se instala, e a lenta, gradual e ainda desconhecida turba que retorna para a Europa, para cobrar ajustes seculares, será ainda motivo de tantas outras divisões. O velho continente começa a sua agonia.
O Reino Unido, outrora dominador e onipresente, se faz dividido, assim como também aconteceu recentemente no novo mundo norte americano, onde irmãos desejam o mal a outros irmãos, torcendo e trabalhando pela derrocada do outro. Suportados por ideologismos rasos e poucos claros, desejam ao fundo, o rompimento, a destruição o fracasso.
O que dizer então da outrora rica e vigorosa Venezuela? Onde o caos, a morte, a fome, a doença e a gerra se instalaram, a divisão impera, os facínoras se alvoroçam no poder, enquanto muitos milhões sofrem o peso de suas decisões.
E o que dizer de nós, pátria do evangelho, coração do mundo. Nação do amor, esteio de exemplo de paz mundial, agora se compraz em disputas sem fim, a divisão definitivamente instalada, destila-se ódio, se constroem muros onde uns são aparentemente e definitivamente contra outros. Mas ora veja, somos todos irmãos. Onde erramos? Onde deixamos instalar a semente do ódio ao invés do amor? Onde deixamos que floresçam espinho aos invés de pétalas de flor? 
Somos nós mesmos, invigilantes, desatentos à mensagem do Cristo. Somos nós.
Mas ainda há tempo irmãos. Nas orbes superiores de onde multidões velam pelo nosso planeta, para que neste instante, em pleno processo de transformação, de evolução, de um salto para a direção de território de regeneração, possamos captar estas vibrações e arregaçar nossas mangas ao trabalho, nossos corações ao bem, e nossa boca ao bom o belo e o justo. Sejamos nós mesmos, instrumentos vivos de mudança. Sejamos nós, a referência ao vizinho, ao amigo, com atos e com palavras, pois são as obras que edificam, enquanto as palavras plantam sementes nos corações, e façamos cada um o nosso melhor.
Protegidos pelo Amor do Cristo, e ela Fé inabalável do provir, não nos deixemos abater pelo imenso sinal de fumaça que se avizinha no horizonte, e sejamos Luz, sejamos Fé, sejamos trabalho de Amor e Caridade, da forma que o Cristo nos ensinou.
Que tenhamos força e esclarecimento suficiente para não nos deixar cair nestas horrendas divisões, que afastam, destroem e nos distanciam, do verdadeiro e único objetivo, que é crescer em direção ao Cristo. Sabemos que as transformações por que passa nosso planeta Terra, são necessárias para a mudança que há de ocorrer, mas sejamos nós mesmos, estas mudanças, e assim, no futuro vindouro, possamos continuar a plantar o amor infinito de nosso Amado e Divino Mestre Jesus.
Fiquem com Deus, Jesus e o amor de Maria.
Um amigo do além.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ser Espírita


" Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 § 5
Se consultarmos o dicionário ele nos indicará tratar-se de pessoa vinculada ao Espiritismo. Se perguntarmos a quem não é espírita, uns ironizam (dizendo por exemplo que os espíritas "mexem" com os mortos), outros temem, outros permanecem indiferentes. Se indagarmos aos próprios espíritas, uns dirão que é ir ao Centro, tomar passe, ouvir ou fazer palestras, ler livros. Outros dirão que é fazer caridade. As respostas serão várias, mas todas incompletas. O melhor então é buscarmos nos livros da própria Codificação, a partir de O Livro dos Espíritos.
Em O Livro dos Espíritos, na conclusão (item VII), o Codificador apresenta uma classificação dos adeptos:
  • Os que acreditam; 
  • Os que acreditam e admiram a moral espírita; e 
  • Os que crêem, admiram e praticam. Segundo Kardec, esses últimos são os verdadeiros espíritas, ou os espíritas cristãos.
No livro O Céu e o Inferno, que apresenta coletânea de inúmeras comunicações de espíritos nas mais diversas condições, há uma manifestação interessante de espírito que se encontra classificado como Espírito feliz, fruto de uma conduta digna quando na Terra. Trata-se do espírito identificado pelo nome de Jean Reynaud. Indagado se na vida física ele professava o Espiritismo, respondeu: "Há uma grande diferença entre professar e praticar. Muita gente professa uma Doutrina, mas não pratica. Pois bem, eu praticava e não professava."
Professar significa reconhecer publicamente, declarar-se adepto, dizer de si mesmo, fazer propaganda da idéia. Pois bem, aí está a chave da questão. A situação de felicidade do Espírito devia-se à vivência dos princípios do Espiritismo, mesmo sem conhecê-lo.
Breve consulta ao capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo no item O Homem de Bem e Os bons espíritas, faz compreender que as características coincidem com os preceitos morais que justificam a denominação de espíritas cristãos, conforme definição do próprio Codificador, pois aí surge a figura do espírita praticante. 
A questão pode ser fechada com trecho do Espírito Simeão, constante do capítulo X - do mesmo livro citado no parágrafo anterior -, item 14. No último parágrafo, diz o Espírito: "(...) Se vós vos dizeis espíritas, sede-o pois; olvidai o mal que se vos pôde fazer e não penseis senão uma coisa: o bem que podeis realizar. (...)".
Ora, o trecho transcrito bem indica o programa de vivência espírita. Para colocá-lo em prática, há que se esforçar para vencer as más tendências e ainda ocupar-se de fazer o bem. Eis o que é verdadeiramente ser espírita: a adoção dos preceitos morais como diretrizes da própria conduta ou o esforço para a eles se adaptar. O ser espírita é mais uma questão de foro íntimo, que de aparências externas.
Segunda Alan Kardec, define-se o verdadeiro espírtita pela citação: " Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 § 5
Na prática o espírita deveria ssim proceder:
Quando tudo parece conspirar contra a felicidade almejada, o espírita será sempre aquele que erguerá os olhos para a face risonha da Vida que o antoja, superando o momento aziago com alegria, confiança em Deus, serenidade, bondade e amor...
O Espírita-Cristão, não carece ser na sociedade em que vive, um ser exótico, diferente dos demais, senão na consciência reta e pulcra no fiel comprimento dos deveres que lhe são próprios.
A Divina Sabedoria que rege nossos destinos, é perfeita em todos os sentidos e observando nossa condição de Espíritos Eternos, acalenta-nos em seu Amor Infinito e incondicional, preceituando para cada um de nós: saúde e não doença, conciliação e não discórdia, paz e não desequilíbrio, tolerância e não intransigência, alegria e não tristeza, esperança e não desânimo, perdão e não ressentimento, êxito e não fracasso, coragem e não fraqueza, fé e não medo destrutivo, disciplina e não desordem, progresso e não atraso.
A Doutrina de Jesus, se resume toda no amor e nos ensina a caridade, a justiça, a humildade, a paciência, a abnegação, o perdão e a resignação dinâmica que sabe agir no momento certo, jamais se amolentando na indiferença ou no desânimo...
O perdão oferecido pelo verdadeiro espírita, é aquele que brota das mais profundas anfractuosidades do coração e faz olvidar por completo as ofensas recebidas.
Os Espíritos amigos exoram:
"Pregai, exemplificando, a Caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou, substituindo a cólera que conspurca pelo amor que edifica; sede probos, leais e conscienciosos, fazendo sempre aos outros o que quereis que vos façam; amai sem escravizar-vos e sem escravizar".
Espiritismo!... Que além de ser Ciência, Filosofia e Religião, é também poesia!...
"Felizes dos que te conhecem e tiram proveito de seus ensinos!..."
Alguns espíritas se preocupam muito em “Ser Espírita” e se esquecem do principal: o trabalho, o amor, a caridade.
Muito mais importante que ser espírita é ser caridoso. E tem muita gente por aí que não é espírita e é mais caridoso do que aqueles que discutem se são ou não espíritas.
Alguns espíritas se cobram muito e fazem pouco, quando deviam fazer muito, assim não lhes restaria tempo para ficarem se cobrando, já que estão servindo.
Como disse Gandhi: “Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida.”
Assim deveriam ser os espíritas, calados e praticantes, reconhecidos pelas obras e não por sua religião, que sinceramente para Deus não importa qual seja.
Acho que quando ele compreender isso, o espiritismo vai realmente romper fronteiras, mas as fronteiras do coração, não a das religiões.
O espírita se cobra porque é cobrado, e é cobrado porque não faz muitas vezes o que deveria fazer, embora saiba o que deva ser feito.
Quando ele for trabalho, amor e caridade, e não vai ser cobrado e vai ser reconhecido como espírita, aí sim ele vai poder dizer a si mesmo e a mais ninguém :
Sejamos pois espíritas nas vinhas de Deus, onde o trabalho urge e é tão necessário.
Fiquem com Deus.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Transição Planetária

Queridos amigos, estas são reflexões imprescindíveis, que todos nós, espíritas, comprometidos com a divulgação e vivência dos ensinamentos do Espiritismo, necessitamos fazer, compreendendo que estamos sendo convocados, diretamente, para contribuir com o processo de regeneração da Humanidade.
Minha proposta aos queridos amigos é a de observarmos mais atentamente a mensagem-revelação do Espírito Órion., contida no livro Transição Planetária.
Ressaltarei desse capítulo, que é o terceiro, os pontos referentes à convocação que é feita pelo emissário que veio de uma das Pleiâdes (constelação do Touro), especialmente a nós, espíritas.
Incialmente apresento algumas considerações.
O livro Transição Planetária, a meu ver, é a obra mediúnica mais importante dos últimos tempos ao abordar o grandioso processo da renovação planetária, conforme está predito, e como isso se realizará, para que a Terra alcance o patamar da regeneração.
Jesus, no Sermão profético (Mt c.24 e 25; Mc c.13; Lc 21:5-36) fala do
“princípio das dores” e da“grande tribulação”.
Em O Livro dos Espíritos, em resposta à questão 1019 proposta por Allan Kardec, o Espírito São Luís elucida, com muita clareza, o que deverá ocorrer para que o bem reine na Terra. Também em A Gênese, cap. XVIII, Kardec aprofunda os esclarecimentos com relação à grande transformação moral e espiritual do planeta.
Na magnífica obra mediúnica Há dois mil anos, (FEB, 1939), Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, relata no cap. VI da segunda parte, intitulado “Alvoradas do reino do Senhor”, o discurso de Jesus (texto que divulguei há 3 anos para todos os nossos grupos), quando recepcionava um grupo de mártires sacrificados no circo romano. Segundo Emmanuel, o Mestre fez naquele momento sublime, “a exposição de suas profecias augustas”. Nessa importante profecia – recordemos que isto aconteceu há dois mil anos –encontramos detalhes de como se dará a transição, que ora está em curso.
No ano de 1948, a FEB lança o livro Caminho, verdade e vida, de Emmanuel/Chico Xavier, em cujo cap.140, intitulado “Para os montes”, o autor espiritual tece comentários sobre um dos versículos do Sermão profético, conforme Mt 24:16. O texto é notável pois traça um panorama - àquela época –do que estamos vivendo hoje.
Recentemente, a Mentora Joanna de Ângelis, através de Divaldo Franco, divulga a mensagem intitulada “A Grande transição”, (livro Jesus e Vida – LEAL, 2007) excelente esclarecimento sobre o tema que estou enfocando. Interessante assinalar que esta mensagem foi transmitida, penso eu, como preparação para o livro Transição Planetária , que é o objeto de nossas reflexões.
Todos os textos acima evidenciam que a importante contribuição do querido Benfeitor Manoel Philomeno de Miranda, está doutrinariamente fundamentadanas obras citadas.
A obra Transição Planetária, traz, portanto, minuciosos esclarecimentos acerca do processo da regeneração do planeta Terra. Sendo assim é imprescindível que todos os que estarão recebendo essas reflexões estejam em dia com a leitura desse livro. E quem já leu releia...
A seguir, observemos o trecho em que Órion esclarece a vinda de milhares de Espíritos da mesma Esfera ao qual pertence que, inicialmente, estarão se dirigindo às comunidades espirituais (que são denominadas entre nós de ‘colônias espirituais’) que estão próximas à Terra, expondo o grandioso programa ,“de forma que, unidos, formemos uma só caravana de laboriosos servidores, atendendo as determinações do Governador terrestre, o Mestre por excelência.”
“De todas essas comunidades(colônias espirituais) seguirão grupos espirituais preparados para a disseminação do programa, comunicando-se nas instituições espíritas sérias e convocando os seus membros à divulgação das diretrizes para os novos cometimentos.
Expositores dedicados e médiuns sinceros estarão sendo convocados a participarem de estudos e seminários, para que seja desencadeada uma ação internacional no planeta, convidando as pessoas sérias à contribuição psíquica e moral em favor do novo período.”
É importante que leiam todo o capítulo e que atentemos para as advertências que Órion transmite. Claro que os testemunhos acontecerão, como podemos imaginar.
Na parte final da mensagem ele afirma : “ O modelo a seguir permanece Jesus, e a nova onda de amor trará de retorno o apostolado, os dias inesquecíveis das perseguições e do martirológio que, na atualidade, terá características diversas, já que não se podem matar impunemente os corpos como no passado...”
Queridos amigos, agora já sabemos.
A sintonia com essa programação depende de cada um, desde que aceite participar. Mas penso que todos estamos, vibratoriamente e honrosamente,engajados nesse nobre propósito.
Como diz Joanna, aamorável Benfeitora de todos nós:
“Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença...
E unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos.
Jesus espera: avancemos!
Suely Caldas Schubert - 18/01/2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Reinado de Jesus

Gostaria de  dizer
A todos abertamente
O mundo é maravilhoso
O mal está na gente

Invertemos os valores
O certo se torna errado
O errado  se torna  certo
Um rosário de dores

Guerras ceifando vidas
Liberdade como pretexto
Drogas, proliferando
No luxo e nos becos

Poderes corrompidos
Desviando verbas, valores
Das crianças nas escolas
Um circo de horrores

Tantas coisas mais
De dor e sofrimento
Até parece sem jeito
Um grande tormento

Mas, algo me diz assim
Os últimos estertores
De um mal que agoniza
Banido será enfim

O mundo transformado
Será todo renovado
Muita paz, muita luz
O reinado de Jesus

Raimundo (00:28 horas de 20/10/2010)

Viver com Jesus

Por volta de dois mil anos atrás viveu entre nós alguém que muito nos amava e que Se tornaria, indubitavelmente, nosso maior Modelo de vida.

Apesar da curta passagem como homem encarnado, Jesus deixou uma mensagem que cresceria através dos séculos. Hoje, numerosas religiões O têm como referência em quase todos os pontos da Terra.

Ele falou a todos sem distinção: pobres, ricos, poderosos, gente do povo. Não demonstrava preferências, escolhendo entre os Seus apóstolos pescadores sem instrução formal e homens letrados, como Mateus.

Escolheu entrar em casas de pessoas humildes de haveres materiais mas, também em casas de homens ricos, pois entendia que todos precisavam ouvir Suas palavras.

Valorizou as mulheres em uma época na qual elas eram consideradas uma posse dos pais ou dos maridos. Entre Suas seguidoras estavam Joana de Cusa, esposa de um homem do poder político da época e Maria Madalena, que mudou de vida ao conhecê-Lo.

Jesus usava ora palavras doces, ora linguagens figuradas, ora palavras mais duras. Recebeu, para dialogar, doutores da lei como Nicodemos a quem não negou ensinamentos.

Sua vida de pregação foi curta, mas Ele era um perfeito exemplo do que falava e, sem dúvida, isto impressionava a todos que O conheciam.

Em Seus últimos momentos não mostrou revolta ou desejo de vingança, ao contrário, pediu a Deus que perdoasse a todos, em uma imensa demonstração de amor.

Muitos dos primeiros cristãos, mesmo sem O terem conhecido diretamente, muito O amavam e não titubeavam em abdicar da vida física em nome Daquele a quem seguiam.

Joana de Cusa, no momento em que seria martirizada por meio do fogo, responde ao seu algoz que lhe perguntara se seu Mestre só a ensinara a morrer, dizendo que Ele também a ensinara a perdoar quem lhe tirava a vida.

* * *

Hoje, após tantos séculos, amar Jesus não nos faz correr riscos. Os tempos são outros.

Hoje, o grande desafio é viver conforme os ensinamentos de Jesus, em um mundo no qual vicejam o materialismo, o apego ao poder a qualquer custo e, no qual os valores morais parecem desconhecidos para muitos.

A decisão é pessoal: ninguém pode nos obrigar a segui-Lo, já não mais como apóstolos ou como mártires, mas como pessoas que valorizam a retidão moral e que sabem amar.

Sim, o grande ensinamento de Jesus foi o amor. Se amamos realmente a nós mesmos, não nos permitimos a autoagressão através dos vícios, sejam morais ou físicos. Se nos amamos, buscamos a educação moral e intelectual.

Se amamos nosso semelhante, nunca nos permitiremos a desonestidade, a raiva, a inveja e, muito menos, a indiferença.

Se amamos Jesus, buscamos a luz dentro de nós mesmos, compreendendo que viver é aprender a servir para o bem.

Não é difícil entender que para se viver com o Guia da Terra em experiência integradora, devemos desenvolver em nosso caráter o que existe de mais sóbrio, de mais lúcido e grandioso, engajando-nos na verdadeira educação.

* * *

Quando a educação do intelecto e do sentimento se constituir em uma rota bem aventurada para todos, a aproximação real com nosso Sublime Condutor se fará de maneira consciente, nobre e irreversível.

Reflitamos sobre Jesus e sobre a decisão de viver com Ele, na busca da felicidade real e duradoura!
 


ESPECIAL:


de R$ 25,00
por R$ 22,00
Redação do Momento Espírita com base no cap. 22 do livro Educação e vivências, pelo Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

sábado, 27 de novembro de 2010

Um Grande Amigo.

Descobri que tenho um grande amigo
Sempre me escuta e não me julga
Sei que posso contar com o seu apoio
Sua dedicação e sua discrição


Já revelei a ele os anseios de minha alma
Lhe contei meus sonhos, descobri meus segredos
Das lágrimas que já chorei e das dores do coração
Nunca me contestou, é só compreensão


A esse grande amigo falei da minha fé
Também das minhas dúvidas
Daquilo que não compreendo
E do que penso que entendo


Um dia desses, quando a solidão me atingiu
Me socorreu prestimoso, abriu seu braços
Olhou pra mim e sorriu, não devia temer
A solidão é passageira, vai se erguer


Conhece minha alma, suas fraquezas
Mas também suas virtudes
Sempre me anima, me dá coragem
É sincero, nunca me ilude


Sem medo de errar, assim posso falar
Esse farol que me orienta
E me ilumina com sua luz
Não podia ser outro, só podia ser Jesus!



Raimundo (01:03 horas de 26/11/2010)

domingo, 31 de outubro de 2010

Somos de Deus!


Mais um dia chegava ao fim... Ao menos assim ela supunha, já que os sons da cidade iam adormecendo, enquanto uma brisa fria ganhava terreno por entre as casas. 
 
Difícil contar a passagem do tempo. Era cega de nascença, nada conhecia além de longa noite. 
 
Vergada sob o peso das dores do desconsolo, encolhera-se num canto, as pernas mirradas dobradas sobre o tronco envolto em trapos. 
 
A escrava Tínea - o pequeno verme - estava ali, naquele desvão do muro da cidade, junto à porta da fonte menor há vários dias. 
 
Quantos? Talvez quatro, talvez cinco, não sabia ao certo. 
 
Sedenta e faminta, esperava o retorno de seu senhor Máratus Flavinius, o único que lhe servia de luz na escuridão de sua vida triste e difícil. 
 
A jovenzinha, que mal completara 12 anos, vítima de terrível doença, só escapara da morte porque sabia cantar e seu canto sustentava os vícios de seu senhor. 
 
Ele ainda não voltara daquela noite em que, embriagado, demandara a taverna em busca de mais vinho... Um pensamento a assustava: Máratus estava morto. 
 
Só morto deixaria de explorá-la. 
 
Criando forças e coragem ergueu-se com dificuldade, apoiando-se ao cajado tosco, experimentando uma estranha sensação de liberdade. 
 
Tateando, rente ao muro, guiando-se pelos sons da noite, foi indo, tropeçando, caindo, erguendo-se, esbarrando... 
 
Na última queda, não muito longe de onde estava, extenuada mas feliz, adormeceu, fazendo planos de continuar seguindo sempre em frente. 
 
Estava livre. Não cantaria nunca mais no mercado público, forçada pelo seu senhor. 
 
Muitas horas depois, foi desperta pelo trançar de vozes no ar que lhe dizia de uma multidão ao seu redor. 
 
Vozes jovens, vozes velhas, vozes roucas e graves, vozes altas e estridentes, vozes lamentosas e sarcásticas, vozes em grego, meda, parta... 
 
Vozes e mais vozes. Uma daquelas vozes, repentinamente, ergueu-a no ar. 
 
Era Janus, um velho escravo liberto, que muitas vezes a ouvira cantar. Ele tomou-a como fardo leve, levando-a em direção - dizia ele - de um concerto de inigualável beleza. 
 
Janus foi tão carinhoso, e as vozes na multidão tão vibrantes de confiança, que Tínea deixou-se ir, sem murmurar. 
 
Repentinamente, todos se calaram... E o silêncio foi tão eloqüente que se podia ouvir a voz da natureza. Então, por entre o farfalhar das ramas, uma voz em arameu foi ganhando corpo, sonoramente... 
 
Bem-aventurados... Bem-aventurados... Dizia a voz doce ao sopro da brisa... 
 
Tínea pensava... Pensava... Nunca havia ouvido nada assim... 
 
Bem-aventurados... Bem-aventurados... Sussurrava a voz aos seus ouvidos... Bem-aventurados todos os mansos, os pacíficos, os perseguidos, os tristes e os abandonados... 
 
Muitos O chamavam... Rabi... Rabi... 
 
Tínea pensava... Pensava... Aquela voz era tão doce e tão suave, como os primeiros raios de sol das manhãs... 
 
Aos poucos, ela foi compreendendo que a voz falava também para ela. O que tinha feito de bom até então? 
 
Era muito jovem, cega, deformada, vivia na escravidão de um corpo doente da ganância de quem a subjugava. Acomodara-se a essas situações e se deixara levar. 
 
Mas agora era livre, até para cantar novos cantos, enriquecidos com aqueles ensinos do momento. 
 
Sim, ela queria cantar aquelas palavras de luz... E o faria. 
 
Tínea sorriu, abraçando-se ao velhinho que, como ela, também sorria e chorava. Quem os visse assim, emocionados, não entenderia. 
 
Mas Jesus entendia. E do alto do monte Ele também sorria... * * * 
 
Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. 
 
Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles é que chegamos a compreender que somos de Deus.
 
ESPECIAL:



Nosso Lar

de R$ 25,00
por R$ 22,00

Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Obreiros Atentos


"Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus feitos." 

- TIAGO, 1 :25. 
O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. 
E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra. 
Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o
oxigênio no ato de respirar. 
Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se. 
Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum. 
Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do Celeste Apostolado. 

Do livro FONTE VIVA 
FRANCISCO CANDIDO XAVIER 
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma abraço pela Paz na Terra.


Amigos e irmãos, abraço-os fervorosamente. 

Nesta oportunidade, desejo compartilhar com os companheiros um fato relacionado ao suicídio que resultou numa serie de ações, desenvolvidas ao longo de 18 meses, aproximadamente, mas cujo desfecho superou todas as expectativas, mesmo as inimagináveis. 
As regiões de sofrimento onde vivem os suicidas, de todas as categorias, são inúmeras e vastas nos planos do Espírito. brotam de um dia para outro, pois os excessos da Humanidade tem reduzido o tempo de reencarnação para um numero significativo de pessoas. Os atentados contra a manutenção da saúde, mental e psicológica atingem cifras realmente assustadoras. 
A campanha EM DEFESA DA VIDA, conduzida pelos Espíritas, é ação que ameniza a situação. Mas algo mais intenso e abrangente, que envolva a sociedade, urge ser desenvolvido. 
Assim, passamos ao nosso relato. 
Localizamos em determinado nicho, em nosso plano, uma comunidade de suicidas vivendo em situação precária, em todos os aspectos. Chamava a nossa atenção que tal reduto de dor nunca reduzia de tamanho. Ao contrario, contabilizávamos um numero crescente, dia após dia. Procurando analisar a problemática por todos os seus ângulos, verificamos que no local, incrustado em espaço de difícil acesso, existia uma espécie de “escola” – se este é o nome que se pode utilizar – cujos integrantes se especializaram em indução ao suicídio: técnicas, recursos e equipamentos sofisticados eram desenvolvidos para que encarnados cometessem suicídio. 
O suicida era, então, conduzido à instituição e, sob tortura, a alma sofredora fornecia elementos mentais que serviam de alimento à manutenção de diferentes desarmonias que conduzem o homem ao desespero. 
Fomos surpreendidos pela existência de tal organização e estarrecidos diante do fato, de como a alienação, associada a maldade, pode desestruturar o ser humano. 
Após tomar conhecimento dos detalhes, um plano de trabalho foi definido, depois que um mensageiro de elevada região veio até nós. 
Durante algum tempo pelejamos para sermos adequadamente preparados, inclusive aprendendo a liberar vibrações mais sublimadas, a fim de fornecer a matéria mental e sentimentos puros que pudessem erguer um campo de força energético ao redor do local. 
Almas devotas estiveram conosco permanentemente, instruindo-nos, fortificando-nos e nos revelando a excelsitute do amor. Entretanto, era preciso fazer algo mais. Desfazer a organização não representaria, em principio, maiores problemas; o desafio seria convencer os instrutores a não fazer mais aquele tipo de maldade. Várias tentativas foram enviadas, neste sentido. Orientadores esclarecidos da Vida Maior foram rejeitados e até ridicularizados. Nada conseguíamos com os dirigentes daquela instituição, voltada para a prática do suicídio. 
Mas, a vitoria chegou, gloriosa, no final da tarde de domingo último, (1) quando, convidados a participar do encerramento do Congresso, aqueles dirigentes presenciaram a luminosidade do amor. Conseguiram, finalmente, ver o significado da vida, a sua importância e fundamentos. 
Foram momentos de grande emoção que envolveu a todos nós, quando um nesga de luz desceu sobre os encarnados e desencarnados no exato instante em que todos, em ambos os planos da vida, se deram as mãos e cantaram em prol da paz. 
A nesga de luz se alargou, cresceu, envolveu a todos. A força do amor jorrou plena e, em sublime explosão, rompeu o ar, circulou sobre a cabeça de todos, espalhou-se como poderosa onda para o além do recinto, ganhando a cidade. 
Brasília se nimbou de luz, no ar, no solo, nas águas. À nossa visão estupefata e maravilhada parecia que uma nova estrela estava surgindo. Os seres da Criação, vegetais, animais e hominais, os elementos inertes, rochas e minerais, as construções humanas, prédios, edifícios, avenidas, bancos, repartições publicas e privadas, residências, tudo enfim, foi banhado por luz pura e cristalina que jorrava do alto. 
Célere, a bela luminosidade espalhou do coração da Pátria para todos os recantos do Brasil, das Américas, da Europa, África, mais além, no Extremo e Médio Oriente, atingindo a todos os continentes, países e cidades. Alcançou os pólos do Planeta, girou, em bailado sublime, por breves minutos ao redor da Terra e se prolongou mais além, em direção ao infinito. 
Jesus tinha se aproximado do Planeta, em brevíssima visita de luz, amor e compaixão. 
Jamais presenciei tanta beleza e tanta paz! 
Com afeto. 

Yvonne Pereira. 

Mensagem recebida por Marta Antunes de Moura, na Federação Espírita Brasileira em 22 de Abril de 2010. 

Reformador Ago.2010



(1) Domingo, 18 de Abril de 2010: dia do encerramento do 3º Espírita Brasileiro. Todos os presentes cantavam, emocionados, a musica pela paz.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Arado.


“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” — (LUCAS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 62.)
Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do Reino Divino um dos mais belos símbolos.
Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens.Poderia reportar-se às leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a terra para que produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o terreno cede para que a chuva, o sol e os adubos sejam convenientemente aproveitados.
É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o Divino Cultivador, abraçando-se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso es-pírito, no sol de amor que nos vem vivifícando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.
Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos.

Do livro Pão Nosso -  Escrito por Francisco Cândido Xavier. Ditado pelo espírito EMMANUEL.

Deixai Crescer. Fazei Crescer. Ajudai a Crescer.

Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade a a Vida.
A tradição bíblica ensina que antes da chegada de João Batista houve um grande silêncio profético. Por aproximadamente quatrocentos anos, nenhum profeta falou ao povo. Finalmente, João Batista começou a pregar e causou grande comoção. Muitos até achavam que ele era o Salvador longamente esperado. Contudo, quando Jesus o procurou para ser batizado, João foi enfático em apontá-Lo como o que haveria de vir. 
Em um momento posterior, surgiu certa crise envolvendo os discípulos de João, a respeito da figura de Jesus. O Batista novamente não titubeou e afirmou com clareza:  


É necessário que Ele cresça e que eu diminua. 
É interessante observar que o famoso profeta não estava procurando um caminho fácil para seguir. Ele não se tornou inerte, não fugiu de seus testemunhos. Continuou a pregar com desassombro, até que seu falar claro fez com que os poderosos da época decidissem assassiná-lo. Mas nem por isso deixou de reconhecer o lugar que lhe cabia na concretização de um ideal superior. 
Essa postura de João Batista pode suscitar saudáveis reflexões. 
Muitas criaturas se dispõem a fazer o bem ou a trabalhar por um ideal. 
Entretanto, exigem ocupar lugares de importância. 
Desejam servir, sim. 
Mas, desde que isso lhes propicie brilho e reconhecimento. 
Quando se apresenta alguém mais capacitado para o desempenho de uma tarefa considerada importante, relutam em ceder o lugar. 
Se uma nova liderança surge, com grande potencial, tratam de boicotá-la. 
Fazem-se severos críticos de tudo e de todos que podem lhes fazer sombra. 
É como se o bem somente pudesse se realizar através delas. 
Tal gênero de conduta sinaliza que a vontade de servir-se de uma causa é maior do que o desejo de servi-la.  Entretanto, na tarefa de construção de um mundo melhor há espaço para todos. A verdadeira recompensa pelo amor do belo e do bem é a paz interior. O reconhecimento do mundo é transitório e costuma representar principalmente um fardo a ser suportado. Não compensa viver em função dele. Importa aprender a servir, onde e como se fizer necessário. Se a tarefa exigir alguma exposição, manter a modéstia. Quando o momento de brilho passar, permanecer no serviço, ainda que em posição singela. Assimilar que o bem não tem dono e que sua concretização é uma conquista da Humanidade inteira. Rejubilar-se com o aparecimento de pessoas com grande potencial e desejosas de trabalhar. Deixar que cresçam e alegrar-se mesmo com o crescimento delas.  
No momento certo, saber tornar-se obscuro, a fim de que uma luz maior brilhe, em benefício de todos.
Redação do Momento Espírita. No sítio Momento de Reflexão em http://www.reflexão.com.br 

De Jesus para Você.

O Mestre Nunca nos Abandona

Sou capaz de sentir
Seu coração a chorar
Conhecer sua tristeza
A angústia no seu olhar

Sou capaz de caminhar
Lado a lado com você
Enxugando suas lágrimas
Aliviando seu sofrer

Essa dor que machuca
Confie, ela passará
Tudo tem um início
E ao fim chegará

Acredite no meu amor
Deixe tocar seu coração
Ele transforma água em vinho
E também pedra em pão

Pode serenar a alma
Acalmar os pensamentos
Projetar novos caminhos
Sossegar o coração                           

Poesia por Raimundo Monteiro (01h08min de 08/08/2010)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Valei-nos da Luz



“Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 35.)

O homem de meditação encontrará pensamentos divinos, analisando o passado e o futuro. Ver-se-á colocado entre duas eternidades — a dos dias que se foram e a que lhe acena do porvir. Examinando os tesouros do presente, descobrirá suas oportunidades preciosas. No futuro, antevê a bendita luz da imortalidade, enquanto que no pretérito se localizam as trevas da ignorância, dos erros praticados, das experiências mal vividas. Esmagadora maioria de personalidades humanas não possui outra paisagem, com respeito ao passado próximo ou remoto, senão essa constituída de ruína e desencanto, competindo-as a revalorizar os recursos em mão. A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contacto com o serviço de que necessitais para a ascensão justa. Nesse aben-çoado ensejo, é possível resgatar, corrigir, aprender, ganhar, conquistar, reunir, reconciliar e enriquecer-se no Senhor. Refleti na observação do Mestre e apreender-lhe-eis o luminoso sentido. Andai enquanto tendes a luz, disse Ele. Aproveitai a dádiva de tempo recebida, no trabalho edificante. Afastai-vos da condição inferior, adquirindo mais alto entendimento. Sem os característicos de melhoria e aprimoramento no ato de marcha, sereis dominados pelas trevas, isto é, anulareis vossa oportunidade santa, tor-nando aos impulsos menos dignos e regressando, em seguida à morte do corpo, ao mesmo sítio de sombras, de onde emergistes para vencer novos degraus na sublime montanha da vida.
Retirado do Livro Pão Nosso. Psicografado por Francisco Cândido Xavier pelo espírito Emmanuel. Edição FEB

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Postura do Pai

Jesus tinha o hábito de ministrar ensinamentos por parábolas. 




São pequenas histórias que contêm grandes lições. 
O povo rude da época não possuía condições de compreender a amplitude das idéias do Mestre Divino. 

Por isso, ele sabiamente vestiu Suas idéias com uma capa de alegoria. 
Cada qual identifica nessas histórias um ensinamento de acordo com seu nível de entendimento. 
O Espiritismo lança luzes sobre uma série de questões que, por muito tempo, permaneceram incompreensíveis. 
É interessante refletir sobre as parábolas tendo em mente princípios espíritas, como a reencarnação e as leis de liberdade e de causa e efeito. 
A parábola do Filho Pródigo é emblemática, pelas graves reflexões que suscita. 
Dentre elas, chama a atenção a postura do pai. 
Ele é instado por um dos filhos a lhe fornecer recursos para sair pelo mundo. 
Generosamente, atende o pedido do filho. 
Quando esse retorna, em triste estado, não o recrimina. 
Ao contrário, recebe-o com festas e presentes. 
Perante o outro filho, que se revela ciumento, também sua conduta é generosa e compreensiva. 
Vai até o mancebo e o exorta a se alegrar pelo retorno do irmão que estivera perdido. 
Ele compreende as fraquezas de seus rebentos e não se agasta, não recrimina e nem afasta nenhum deles. 
É possível vislumbrar na figura desse pai sábio e amoroso a representação da Divindade. 
Deus fornece recursos para que Seus filhos se lancem no mundo. 
Ele dota todos os Espíritos de variados talentos e permite que façam o que desejam. 
Essa postura atesta a Lei de Liberdade que vigora no Universo. 
Todos são livres para escolher o modo como desejam viver. 
Entretanto, é necessário arcar com as conseqüências das opções feitas. 
Deus não pune ninguém, pois não se ofende com os erros de Suas criaturas. 
Ele fornece tantas oportunidades quantas sejam necessárias para que cada Espírito aprenda suas lições. 
As reencarnações se sucedem, enquanto o Espírito constrói em si o respeito às Leis Divinas e se pacifica. 
O pai de braços abertos ao filho pródigo simboliza a eterna boa vontade de Deus para com todos os Espíritos. 
Ele não se cansa de esperar e jamais deixa de amar, por longas que sejam a rebeldia ou a ilusão. 
Afinal, sabe que sempre chegará o momento de glória da paz conquistada e da harmonia construída no íntimo do ser. 
A conduta do pai perante o filho enciumado contém o ensinamento da Lei de Fraternidade que deve reger as relações humanas. 
Ele exorta o rapaz a se alegrar pelo resgate do irmão. 
Tem-se aí a lição de que não é suficiente obedecer regras e viver retamente. 
A plenitude da evolução só se dá quando o Espírito lança um olhar generoso ao seu próximo e lhe estende as mãos. 
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita. Portal Reflexão. (http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=1237)